terça-feira, 17 de novembro de 2009

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Mato Grosso do Sul, Terça-Feira, 17 de Novembro de 2009 - 17:14






Saúde discute instalação do CAPS nas aldeias de Dourados







Representantes da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital da Missão Evangélica Caiuá estiveram reunidos no último sábado (14)para discutir formas de prevenção e tratamento no combate ao alcoolismo e outras dependências químicas nas aldeias de Dourados. A intenção é instalar o primeiro Caps-AD (Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas) em uma área indígena do Brasil.



O CAPS-AD deverá contar com psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, médicos e terapeutas, sendo que além do tratamento será desenvolvido também projetos de terapia ocupacional, com artesanatos, música e pintura dentro da cultura indígena para o auxílio no combate ao alcoolismo e as drogas. O centro deverá funcionar no Hospital da Missão Caiuá, até que seja construído o local definitivo.



Para Mário Eduardo a expectativa do projeto é atender mais de 13 mil indígenas na área da saúde mental e dependências químicas. Desta forma poderão ser diagnosticada a depressão e prevenindo o suicídio, que dobrou nos últimos cinco anos nas aldeias de Dourados, segundo dados da Fundação Nacional da Saúde (Funasa).



“O alcoolismo é gerador de violência e agressões, as drogas afetam principalmente as famílias os jovens indígenas que tem se manifestado com grande rapidez nas aldeias de Dourados (...) o álcool também é um fator que contribui para a desnutrição infantil, sendo que foi diagnosticado que crianças que apresentam o problema são filhos de alcoólatras”, disse o secretário.



O representante da Missão Caiuá, Benjamin Benedito Bernardes, acredita que o projeto vai atender as necessidades da população indígena e que parcerias como esta será de extrema importância. “Nós apenas pretendemos melhorar a saúde indígena e tentar acabar com as drogas e álcool, sendo que 50% dos jovens que freqüentam as escolas aqui das aldeias são alcoólatras, já existe um trabalho corpo-a-corpo para acabar com o problema, mas com o projeto nós vamos conseguir trabalhar para melhorar a qualidade de vida dos indígenas”, esclareceu Bernardes.



Na reunião estiveram presentes, além de Mário Eduardo e Benjamim Bernardes, os reverendos Ademir Ramos de Novaes, da igreja Presbiteriana do Brasil de Marilia (SP), Daniel Fogaça (SP), Jonas Furtado Nascimento (SP) e Roney Marcio Pessoa (PR). Os conselheiros entre outros profissionais da saúde também estiveram reunidos para a elaboração do projeto que deverá ser homologado na sexta-feira (20) durante reunião do Conselho de Secretários municipais de Mato Grosso do Sul.

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